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Exposição "Júlio Pomar: Imagens da Tauromaquia"

Exposição "Júlio Pomar: Imagens da Tauromaquia"
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INTEGRADA NA XXX SEMANA DA CULTURA TAUROMÁQUICA.

Júlio Pomar_citação

Júlio Pomar
  •  Touro 1960 Pintura a Óleo Coleção Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo
    Touro, 1960. Pintura a Óleo. Coleção Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo.
  • Entrada de Touros em Vila Franca de Xira II 1963 Água-tinta, impressão mista a duas cores Prova não numerada Coleção Alexandre Pomar
    Entrada de Touros em Vila Franca de Xira II, 1963. Água-tinta, impressão mista a duas cores. Prova não numerada. Coleção Alexandre Pomar.

 

A Tauromaquia foi um dos temas de eleição de Júlio Pomar num período decisivo da sua carreira - desde os primeiros Touros, em gravura e pintura, de 1959-60. E a ela por vezes regressou em obras ligadas ao imaginário ibérico (com Cervantes e Goya), que realizou até entrado o século seguinte.

Pomar continuou a tomar como motivação, e não só como “motivo” ou assunto, as figuras, cenas e actividades do universo do trabalho: pescadores, sargaceiros, a lota, a debulha, a pisa da uva, etc. A Tauromaquia, com os seus personagens e episódios (cavaleiro, picador, a pega, a colhida) e os seus actos sociais (a largada, a espera), faz parte desse universo popular e surge na mesma sequência de interesses. É trabalho, é festa do povo e é espectáculo.

O gesto, o signo, a explosão dos traços rápidos, urgentes e vibrantes, tomavam a dianteira no fazer material do quadro sobre o contorno nítido da figura. Na obra pintada ou gravada é a aparição da forma, o momento em movimento, a imagem fugazmente vista, sempre instável, móvel, súbita, que mais importa, inscritos num espaço instabilizado, agitado, também vibrante. Aí a pintura é igualmente acção, a acontecer diante do observador.

A gestualidade exercitada pela mão do artista (expressionismo gestual, se se quiser dizer assim) corresponde por inteiro ao dinamismo dos actores - toureiro e touro. Uma mesma vertigem conjuga a tensão, a interacção das figuras, a velocidade da Corrida e o agir do pincel, o gesto tenso, veloz, fulgurante.

Alexandre Pomar

  •  Touro 1959 Água-forte a duas cores, impressão de relevo Prova: «e.a» Épreuve d’artiste (não numerada) Coleção Alexandre Pomar
    Touro, 1959. Água-forte a duas cores, impressão de relevo. Prova: «e.a» Épreuve d’artiste (não numerada). Coleção Alexandre Pomar.
  • Campino I 1963-1965 Água-tinta, impressão mista a duas cores Épreuve d’artiste II/XV Coleção Alexandre Pomar
    Campino I, 1963-1965. Água-tinta, impressão mista a duas cores. Épreuve d’artiste II/XV. Coleção Alexandre Pomar.

Mas a pintura prescinde das palavras e aproxima-se da realidade. Muitas pessoas acham esta coisa muito esquisita.

Mas, no fundo, se há coisa que caracteriza a realidade é a sua capacidade de escapar aos nossos olhos e aos nossos sentidos todos.

Se fossemos capazes de tocar a realidade na sua globalidade adivinhávamos o futuro ou não nos enganávamos no presente.

Júlio Pomar

 

 

 

Museu Municipal de Vila Franca de Xira

30 MARÇO ATÉ 13 OUTUBRO | 2019  

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