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Núcleo Barco Varino "Liberdade"

  • Barco Varino Liberdade
  • Barco Varino Liberdade - Pormenor

Desde tempos imemoriais que o rio Tejo é fonte de muitas riquezas. A subida das suas águas torna fértil a terra envolvente, o seu leito abunda em peixe e molusco, as suas águas permitem a navegabilidade e a circulação de bens e de pessoas por mais de 100 Km, com ligação privilegiada ao mar. Por isso, na origem da palavra Tejo pode muito bem estar o termo pré-celta otagum ou o basco otasum, significando riqueza, bens, pão e trigo.

Conforme as épocas, assim variaram os produtos transportados: do sal à madeira, passando pelo azeite, vinho e conservas de peixe - no tempo dos romanos, ao trigo, produtos hortícolas e areias.

Até à chegada do caminho-de-ferro e do automóvel, o tráfego fluvial foi fervilhante em embarcações que cruzaram as suas águas, desde a fragata ao catraio, do iate para carga ao batel de água acima, da falua à barca de passagem, sem nunca esquecer o barco varino.

O barco varino, considerado uma das mais belas embarcações fluviais do Tejo, é essencialmente um barco de carga. Distingue-se pela proa redonda e fundo chato, que lhe permite navegar em águas pouco profundas, apresentando uma decoração vistosa e florida, com o nome inscrito no painel de proa. Uma grande vela latina, quadrangular, marca a sua figura.

O barco varino “Liberdade”, aliás o “Campino”, inaugurou as águas do Tejo em 1945, ano da sua construção. Passou entretanto por vários proprietários e foi apelidado de “Rio Zuari” antes de passar para a pertença da Câmara Municipal, em 1988, tendo sido lançado às águas novamente a 25 de Abril desse ano, o que lhe valeu o nome de “Liberdade”. Hoje é um núcleo museológico do Museu Municipal de Vila Franca de Xira.

 

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